quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Vida que segue
Ontem alguém veio se declarar a mim. Acreditando que seria possível resgatar um sentimento passado através de simples palavras. Esquecendo de tudo o que aconteceu e que fez chegar à fatídica separação. Eu amei, não vou negar. Amei até o limite da loucura, como diria Sagan. Mas o amor, esse bichinho insaciável, precisa de reciprocidade. Sem ela, não vive! Morre - às vezes rapidamente. Em outras, aos pouquinhos. Mas o importante é isso: o amor não sobrevive sem ser recíproco!
Aquela pessoa especial, que parecia perfeita para você, que correspondia a todos os seus anseios, que combinava todas as características que você procurava, não recebeu o devido valor, o reconhecimento e, mais ainda, a reciprocidade. E eu cansei, não vou negar. Cansei de esperar você, como na música de Roberta Sá.
E então eu pergunto: por que as pessoas teimam em esperar perder para perceber o que tinham? Por que, acreditando que nunca nada vai mudar, não valorizam o que têm? Por que não vivem o momento que estão passando e teimam em racionalizar tudo? E, depois, nem percebem que o momento passou, que a história acabou. Porque, pessoas, tudo é efêmero. O tempo, a vida, as pessoas... E você precisa de aproveitar o que está acontecendo. Sem racionalizar, sem SE... Ah, essa partícula SE... Já destruiu tantas vidas, tantas pessoas, tantas histórias...
Há quem me chame de impulsiva, de tempestiva. Que ajo por instinto. Sabe o que mais? Que seja! Eu nunca vou me arrepender - esta, sim, uma dentre tantas dores infindáveis. Se estou triste, choro! Se estou feliz, sorrio! Se amo, entrego-me! Com toda a verdade e honestidade com que sempre agi, por mais que assuste ou irrite ou mesmo afaste as pessoas.
Enfim, só queria dizer a você, que veio aqui, ontem, que sinto muito! Que o tempo passou! Que essa declaração chegou com anos de atraso! Que você aprenda, com isso, que é preciso aproveitar o que tem, aqui, exatamente neste momento! Porque tudo é transitório e só dura aquilo que você faz por onde durar!
E não pense, em nenhum momento, que isso me alegra! Fico triste... Porque foi mais uma pessoa que precisou se dar conta de que perdeu tudo para poder valorizar...
E eu me pergunto: Por quê?
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